Guia prático · Resolução CFM 2.454/2026
Como usar IA na consulta dentro da Resolução CFM 2.454/2026
Um checklist direto para o médico manter o uso de inteligência artificial
na consulta alinhado ao que a Resolução CFM nº 2.454/2026 exige do
profissional. Sem juridiquês: o que a norma pede e o que você precisa
fazer no dia a dia.
Entra em vigor em agosto de 2026.
A resolução foi publicada no Diário Oficial da União em fevereiro de 2026
e passa a valer 180 dias após a publicação (Art. 23), o que, pela
contagem reportada, cai por volta de 26 de agosto de 2026. Confira a data
exata no texto oficial. A norma vale inclusive para sistemas de IA que já
estavam em uso (Art. 21), não apenas para os novos. Vale a pena revisar o
seu fluxo antes disso.
Aviso. Este é um guia informativo para orientar o seu
fluxo de trabalho. Não é aconselhamento jurídico. Para a sua situação
específica, consulte o
texto oficial da resolução
e, se precisar, um advogado especializado em direito médico.
O que a resolução exige de quem usa IA na consulta
A resolução organiza o uso de IA na medicina em torno de uma ideia
central: a IA apoia, o médico decide e responde, e o paciente sabe que
ela está sendo usada. Em cinco pontos:
1
A IA é apoio. Você decide e você responde.
A resolução trata a IA como ferramenta de apoio à decisão. O médico permanece o responsável final pelas decisões clínicas, diagnósticas, terapêuticas e prognósticas (Art. 4, I e Art. 7). A decisão sobre diagnóstico, prescrição ou qualquer ato médico cabe sempre ao médico, que pode acolher ou rejeitar as sugestões da IA (Art. 18, §2º). Você também pode não usar ou desligar a IA quando julgar inadequado (Art. 19).
Art. 4, I · Art. 7 · Art. 18, §2º · Art. 19
2
O paciente é informado e consente.
O paciente tem o direito de ser informado, de forma clara e acessível, quando a IA for usada como apoio relevante no seu cuidado (Art. 5, §1º). Qualquer uso de IA deve ser comunicado e explicado ao paciente (Art. 11), e ele pode recusar de forma informada (Art. 5, §3º). É vedado ao médico delegar à IA a comunicação de diagnósticos, prognósticos ou decisões terapêuticas sem a devida mediação humana (Art. 5, §2º).
Art. 5, §1º · Art. 5, §2º · Art. 5, §3º · Art. 11
3
O uso de IA fica registrado no prontuário.
O médico deve registrar no prontuário do paciente o uso de sistemas de IA como apoio à decisão médica (Art. 4, V). Na prática: a nota produzida com apoio de IA precisa deixar isso explícito no registro.
Art. 4, V
4
A nota passa pela sua revisão antes de valer.
A IA sugere, você revisa. O médico deve exercer julgamento crítico sobre as recomendações, avaliando a coerência com o quadro clínico e as evidências (Art. 4, II). A nota gerada por IA é um rascunho a revisar, não um documento pronto para assinar sem leitura.
Art. 4, II · Art. 18
5
Os dados do paciente ficam protegidos.
O médico deve zelar pela confidencialidade, integridade e segurança dos dados de saúde tratados com IA (Art. 6 e Art. 17), compartilhando dados sensíveis apenas quando estritamente necessário (Art. 6, §1º). Uma arquitetura em que o áudio e a transcrição não saem da máquina reduz bastante a superfície de risco.
Art. 6 · Art. 6, §1º · Art. 17
De acordo com o texto divulgado pelo CFM, o médico que usa a IA de forma
diligente, crítica e ética tem resguardo contra responsabilização por
falhas atribuíveis exclusivamente ao sistema. A redação exata do
dispositivo deve ser conferida no texto oficial.
O que você precisa fazer
Um checklist prático para manter a sua rotina alinhada ao que a norma
exige do médico.
- Trate a IA como apoio, nunca como quem decide. A decisão clínica final e a responsabilidade são suas.
- Informe o paciente, de forma clara, que você usa uma ferramenta de IA como apoio. Colha o consentimento e respeite a recusa.
- Registre no prontuário que a nota foi produzida com apoio de IA.
- Revise a nota antes de assinar ou usar. Corrija o que a IA sugeriu de errado ou de menos.
- Use os dados do paciente no mínimo necessário e mantenha-os protegidos. Prefira soluções que não enviam áudio nem transcrição para fora da sua máquina.
- Preserve a opção de não usar ou desligar a IA quando julgar inadequado.
- Antes da entrada em vigor, revise o seu fluxo e o seu texto de consentimento para refletir esses pontos.
Como o Recinto ajuda em cada ponto
Quem cumpre a resolução é o médico. O Recinto é a ferramenta que foi
desenhada para se encaixar nesse fluxo e facilitar cada ponto. Ele não
substitui o seu julgamento nem garante, por si só, a sua conformidade.
IA como apoio, você decide
O Recinto entrega a nota como rascunho editável. Você revisa e edita antes de salvar, e a saída vem marcada para ser revisada antes de usar.
Informar e consentir
O app exige o consentimento do paciente antes de começar a gravar. Nada é gravado sem você iniciar.
Registro no prontuário
A nota é marcada como assistida por IA, para você registrar esse uso junto ao prontuário.
Revisão humana da nota
A nota é tratada como rascunho a revisar. Um aviso "Pontos para revisar" sinaliza possíveis omissões, mas a decisão continua sua.
Dados protegidos
O Recinto roda 100% dentro do seu Mac, offline e sem telemetria. Áudio, transcrição e nota não saem da máquina. Os dados ficam cifrados em repouso e o áudio é apagado por padrão ao finalizar.
Autonomia para não usar
Usar o Recinto é opcional e assistivo. Você pode editar, descartar a nota ou simplesmente não usar a IA.
O Recinto foi feito para o uso local: gravar a consulta, transcrever e
gerar a nota da sua profissão com IA que roda 100% dentro do seu Mac,
sem nuvem. É esse desenho que sustenta o alinhamento aos pontos de
privacidade e segurança de dados da norma.
Quer ver na prática?
Teste o Recinto grátis por 30 dias. Ele grava a consulta, transcreve e
gera a nota da sua profissão 100% dentro do seu Mac.
Fonte: texto oficial da
Resolução CFM nº 2.454/2026. Em caso de dúvida, o texto oficial prevalece sobre este guia.
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